Everything, Everyone, Everywhere, Ends.

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Julgo que o “Sete Palmos de Terra” (Six Feet Under) abriu caminho para uma nova geração nas séries de televisão. Utilizando um conjunto de ingredientes que até então eram tabu nos media americanos, a série conquistou uma imensidão de fãs por todo o mundo, que religiosamente seguiram ao longo de 63 episódios o drama e o humor negro protagonizado pela família Fisher, resultante das tensões familiares ou do negócio mortuário sediado no rés-do-chão da sua casa, tornando-a numa família muito peculiar.

Os setes actores principais conseguiram encarnar personagens com personalidades bem definidas e muito vincadas, que nos deixavam muitas vezes prever e compreender determinadas atitudes. No desenrolar da série essas personagens iam desvendando-se aos poucos, ao mesmo tempo que no seu conjunto deixavam transparecer a flexibilidade do ser humano em se adaptar às novas situações que surgem no seu dia a dia. O enredo da série era assegurado pelas angústias das relações humanas, que jamais poderão ser perfeitas, por mais que nos questionemos e insistamos nelas. Contudo, o facto de ser inatingível, não implica que tenhamos de abdicar de, todos os dias, procedermos a interrogações e darmos sempre o melhor para que as relações resultem e sejam o mais próximo da perfeição.

Mas, no fim de contas:

Everything,
Everyone,
Everywhere,
Ends.

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Publicada porLuy  

2 comentários:

PJ: disse... 19/07/06, 17:58  

Não perdi um episódio desta maravilhosa série, das mais coerentes que vi nos últimos anos.

Gostei muito da tua síntese final :*

Luy disse... 25/07/06, 18:10  

Era mesmo uma série espectacular, mas mesmo assim era incompreendida por muita gente.

Embora muitos a considerassem alternativa eu sempre a considerei realista.

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