O Xuac fez as malas...

... e mudou de lugar.


Após um período menos produtivo em termos de publicações durante o último mês neste blogue que existe desde Janeiro de 2005 e dadas as alterações que toda a internet tem sofrido nos últimos anos, decidimos mudar de casa. Com métodos mais simples de publicação e uma ligação directa a inúmeras plataformas sociais que entretanto surgiram (Facebook, Twitter, etc), acreditamos que esta é uma (grande) mudança que vale a pena e que irá permitir-nos partilhar muito mais com as pessoas que nestes anos nos têm seguido. 

Todo o conteúdo foi copiado para o Posterous, fizemos algumas alterações no aspecto, mantivemos alguns elementos-chave e a nossa vontade de partilhar aumentou. Por isso, esperamo-vos lá, no novo *XuacXuac* . Apareçam!

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Alguém viu um cientista e um miúdo de ténis hoje?



É que eles andaram por aqui hoje! =O

Actualização: ou então isto não passou de uma campanha viral lançada por uma revista de cinema britânica e é esta a verdadeira imagem:


Teremos que esperar mais uns cinco anos até podermos vê-los =(

Mea culpa.

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Return to the Origins

Os britânicos Goldfrapp, formados por Alison Goldfrapp e Will Gregory, este ano estão de regresso com o seu 5º álbum de originais, em 10 anos de carreira, intitulado Head First.

Muito conotados com um estilo electrónico, os Goldfrapp variam entre a música ambiente e downtempo e a música dança e o glam rock. Neste Head First a linha orientadora foi sobretudo a música dança, alternando entre o pop mais melódico, em temas como Head First ou Dreaming, e um pop electrizante e ácido, em Shiny And Warm e Believer, com os sintetizadores a debitarem uma multiplicidade de sons, uns mais familiares que outros.

Alison Goldfrapp, que dizem ter mau feitio, é sem dúvida a imagem do grupo. A cada disco Alison Goldfrapp explora um novo visual, que vai ao encontro da sonoridade do novo trabalho. Neste Head First, a sua imagem e o ambiente criado para os vídeos seguem uma onda futurista/espacial, mas que ao mesmo tempo parece ser propositadamente um pouco pink kitch, remetendo-nos para os anos 80 e forma como a ficção científica nos era apresentada cinematograficamente nesse período.
O ambiente visual deste novo álbum vem contrastar com o anterior Seventh Tree (2008), que era por assim dizer, muito foral e campestre, contrastando igualmente ao nível musical, uma vez a música ambiente dominava como estilo. Na minha opinião, Seventh Tree foi o pior álbum da carreira do Goldfrapp, salvando-se apenas com os temas Happiness, A&E e Caravan girl, aliás, todos lançados como single.

Em Head First as alternativas para single são muitas, e o primeiro foi Rocket, promovido com um vídeo irónico, no qual Alison Goldfrapp despacha o namorado num foguetão (rocket), tal como nos conta na letra da música. O segundo single é o tema Alive, apresentado há cerca de 2 semanas, mas as minhas apostas iriam para Dreaming e I Wanna Life. Contudo, o álbum relativamente pequeno, contendo apenas 9 temas, e a última faixa uma espécie de instrumental, assemelhando-se mais a um EP. Os Goldfrapp já entraram em digressão para promover este álbum e Portugal tem até ao momento 2 datas na agenda, com uma apresentação a 15 de Julho no Festival Marés Vivas, em Vila Nova de Gaia, e a 22 de Setembro no Coliseu de Lisboa, possivelmente num concerto mais intimista.

Com Head First é de esperar um concerto bastante animado, talvez a recuperar temas dos álbuns Black Cherry (2003) e Supernature (2005), que estão mais mais próximos musicalmente deste.

Goldfrapp – Head First [2010]
(Nota: 8/10)


1. Rocket (****)
2. Believer (**)
3.
Alive (***)
4. Dreaming (****)
5. Head First (****)
6. Hunt (***)
7. Shiny And Warm (***)
8. I Wanna Life (****)
9. Voicething (**)

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Sade, 10 Years Later

A nigeneriana Sade Adu, cujo nome verdadeiro é Helen Folasade Adu, regressou este ano ao mundo da música com o álbum Soldier of Love. Sade viveu a maior parte da sua vida nas Ilhas Britânicas e, no início dos anos 80 Sade, integrou a banda Pride como elemento do coro. No ano de 1983 destacou-se e assinou um contrato com uma editora, levando consigo três elementos dos Pride - Stuart Matthewman, Andrew Hale e Paul Denman – e formou a sua banda Sade.

O primeiro álbum, Diamond Life (1984), vendeu 50 milhões de cópias, tornando-a a artista do Reino Unido mais bem sucedida de sempre. Até ao ano 2000 editou mais quatro álbuns: Promise (1985), Stronger Than Pride (1988), Love Deluxe (1992) e Lovers Rock (2000). O interregno de 10 anos criou bastante expectativa sobre o que nos poderia apresentar Sade neste novo milénio. Inúmeros temas tinham tatuado a marca Sade no mundo da música, como Smooth Operator, The Sweetest Taboo, No Ordinary Love ou Cherish the Day, e o público estava ansioso por voltar a assistir à criação de mais clássicos da cantora.
Soldier of Love, o tema que dá título ao álbum, é a primeira amostra deste trabalho e evidencia que Sade não alterou um milímetro na sua linha musical, com a soul, o jazz, o R&B e o soft rock a marcarem as tendências. A sensação ao ouvirmos todo o álbum é de que não passou qualquer tempo desde o seu disco anterior. Não parece revelar-se uma nova Sade, mas também não se perderam as suas qualidades. A sua música continua a ser única, embora eu não vislumbre nestes novos temas um com força para se tornar em mais um clássico na carreira de Sade.

Todo o lirismo do álbum está relacionado com título do álbum, como se Sade tivesse transportado para este disco todas as energias, sensações e emoções que viveu no campo amoroso nesta última década. Contudo, a mesma temática, interpretada musicalmente num tom melancólico, já vinha dos trabalhos anteriores de Sade.

Soldier of Love é sem dúvida a canção mais comercial do álbum, destacando-se da carga melancólica da maioria das outras músicas, alternadas por Babyfather ou Bring Me Home, que são outros dois temas que dão alguma animação ao álbum. As músicas são extremamente orgânicas, com a voz quente de Sade, aliada à dos coros, a fazer uma perfeita fusão de sons.
Na totalidade, o álbum é uma boa banda sonora para este Verão, até porque os seus ritmos são quentes, mas com aquela temperatura de pôr-do-sol. Por outro lado, também não é um disco para se ouvir sem repetição, pois facilmente cai no enjoo.

Sade - Soldier of Love [2010]
(Nota: 7/10)


1. The Moon and The Sky (****)
2. Soldier of Love (****)
3. Morning Bird (***)
4. Babyfather (****)
5. Long Hard Road (***)
6. Be That Easy (***)
7. Bring Me Home (***)
8. In Another Time (***)
9. Skin (***)
10. The Safest Place (****)

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José Saramago (1922-2010)

"Nessa noite o cego sonhou que estava cego." 

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António Variações

Fez no passado dia 13, 26 anos da morte de um dos artistas mais revolucionários nacionais. Quebrando barreiras estéticas e musicais, António Variações conseguiu elevar-se pela qualidade da sua obra. Fica o documentário imperdível:


A Vida de António Variações from Alexandre Kulcinskaia on Vimeo.

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Video Time Machine #23

George Michael - Freedom! '90 [1990]

O vídeo de Freedom! '90, para além de se destacar esteticamente, representou para George Michael um ponto final num ciclo da sua carreira. O facto de acrescentar ao título “90” tinha como intenção distinguir este tema de um outro dos Wham, de 1984. Nesta canção George Michael escreveu sobre três assuntos importantes que pendiam na sua vida: o rescaldo do fim dos Wham, que ainda pesava sobre a sua aura; o facto de se sentir explorado pelo contrato com a Sony Music; e a revelação, ainda que subtil, da sua homossexualidade.


"Freedom! '90" foi extraído do álbum Listen Without Prejudice Vol. 1, um disco que teria um segundo volume, mas que nunca teve sucessor. George Michael recusou-se a aparecer no vídeo por causa das divergências com a Sony Music e foram recrutados para o vídeo as, e os, “top models” mais importantes daquela era, mais concretamente Naomi Campbell, Linda Evangelista, Christy Turlington, Tatjana Patitz, Cindy Crawford, John Pearson, Mario Sorrenti e Peter Formby, que desfilavam pelos cenários e faziam o playback do tema.


A direcção do vídeo coube ao experimente David Fincher, que não deixou passar ao lado a inclusão de simbolismos no vídeo, como a destruição do icónico casaco de cabedal que George Michael popularizou no vídeo de Faith, bem como a jukebox e a guitarra.


A versão integral do vídeo tem 6m:30s, mas foi reduzida na versão para a rádio. Como curiosidade, o tema voltou a ser gravado por Robbie Williams em 1996, para marcar a sua separação dos Take That, e chegou ao 2º lugar nas vendas britânicas, ao passo que a versão de George Michael só tinha chegado a 27º!!!

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