Video Time Machine #19
19 de Novembro de 2009
Desireless - Voyage Voyage [1986]
As opiniões sempre se dividiram sobre a questão se os anos 80 foram ou não os anos de ouro da música. Em termos de criação artística podem ficar muitas dúvidas, visto que as opiniões são subjectivas, mas há um ponto menos discutível, e é o facto de ter sido nos anos 80 que se deram os primeiros passos da comunicação de massas, e a música foi um dos elementos que melhor se difundiu no meio.
Nos anos 80 a música atravessou fronteiras e terá sido possivelmente o primeiro elemento ser partilhado na Aldeia Global. Esta circunstância terá marcado com intensidade as gerações que viveram nessa década. Por isso, hoje em dia a música dos ABBA, dos Queen, do Michael Jackson, dos Culture Club, dos Eurythmics, dos Duran Duran, entre muito outros, ainda continua a prender a atenção, quando são ouvidas por alguém com mais de 25 anos.
O tema Voyage Voyage, da francesa Desireless (ou se preferirem Claudie Fritsch-Mentrop) foi um estrondoso sucesso por toda a Europa entre 1986 e 1987. Apesar de ser cantado em francês, este one hit wonder permanece como detentor do recorde de permanência no Top 20 da Alemanha! Milhões de exemplares foram vendidos e alguns milhões de clientes compraram o single só pela sonoridade, porque da letra em francês não entendiam nada. Contudo, ironicamente, o single não conseguiu subir ao primeiro lugar do top de vendas francês, mas ficou uma série de semanas com a medalha de prata.
Nos anos 80 a imagem tinha tornou-se definitivamente um elemento extremamente importante para se ter sucesso no campo musical. Desireless era estilista, tinha um look andrógino e explorou essas potencialidades quando se dedicou à música. Também o vídeo também é um tanto estranho e enigmático.
Continuou a haver vida musical em Desireless depois de Voyage Voyage, mas o sucesso nunca se voltou a repetir. Hoje em dia ainda continua a fazer concertos, onde com certeza não faltará este tema no alinhamento.
Publicada porLuy em 17:15 2 comentários
Etiquetas: video time machine
Little Britain USA
17 de Novembro de 2009
Estou a ficar viciado no Little Britain USA. Para quem não sabe, o Little Britain é uma série de humor britânica, que conta apenas com dois actores principais - Matt Lucas e David Walliams - ajudados por alguns papéis secundários.
A série possui uma fórmula simples, do género d'O Tal Canal do Herman (Ok, e o Herman copiou os outros humoristas ingleses, mas isto é só para ser um exemplo). Os actores criaram um grupo de personagens e cada episódio é formado por vários sketches com essas personagens.
O Little Britain teve o seu início na BBC radio e só depois foi transposto para a TV, também na BBC. As primeiras três temporadas foram gravadas entre 2003 e 2005 e logo a seguir os actores "levaram" as personagens para uma adaptação no teatro.
Em 2007 Matt Lucas e David Walliams viajaram até aos EUA para fazer o Little Britain USA, a convite da HBO. Na bagagem levaram as suas célebres personagens, que agora fazem “estragos” nos EUA, bem como mais umas novas personagens que foram criadas. Esta é, portanto, a quarta temporada da série, só que nos EUA.
As minhas personagens favoritas são Bubbles DeVere, uma obesa senhora, pressupostamente da alta sociedade; Daffyd que se intitula "The only gay in the village"; Marjorie Dawes, a demoníaca e arrasadora moderadora de uma equipa de "obesos anónimos": os Fatfighters; e Vicky Pollard, a adolescente delinquente, que parece uma metralhadora a debitar palavras. Estas personagens são todas interpretadas por Matt Lucas, que é sem dúvida melhor actor que David Walliams.
Aqui fica um sketch de Little Britain USA, com Marjorie Dawes a levantar a moral do seu grupo (ou talvez não).
Publicada porLuy em 22:52 0 comentários
Rabo Preso
16 de Novembro de 2009
Publicada porLuy em 12:23 3 comentários
Friendly Energy Music
13 de Novembro de 2009
Friendly Fires são uma banda dance-punk britânica que me tem arrasado a cabeça nas últimas semanas. Um dia ouvi uma música do grupo, já não sei aonde, e como gostei apontei o nome para ir em busca da sua música. Encontrei o álbum de estreia da banda, com título homónimo, editado em 2008 e re-editado em 2009, que ouvi vezes sem conta.
Os membros dos Friendly Fires começaram desde muito cedo uma aventura musical em conjunto, com apenas 14 anos. Mas só depois da fase universitária, em 2006, é que a definitiva formação Friendly Fires tomou consistência.
O grupo assume como influências na sua música a corrente tecno da editora germânica Kompakt, assim como Carl Craig e Prince. Na verdade, eu só conheço a música do Prince e não a reconheço em Friendly Fires.
Neste disco de estreia, assinado pela XL Recordings, os Friendly Fires integram três temas – Photobooth, On Board e Strobe - que já tinham feito parte de 3 EP’s que lançaram entre 2006 e 2007, e que usaram como rampa de lançamento da sua carreira. Ainda antes da edição do álbum o grupo editou o single Paris, um dos meus temas favoritos deste disco de estreia.
A notoriedade dos Friendly Fires construiu-se sobretudo com a utilização de alguns dos primeiros temas como banda sonora de publicidade ou séries de televisão. O tema On Board foi usado nos EUA para a Nintendo Wii Fit e no jogo Gran Turismo 5 para a PlayStation 3, e White Diamonds foi incluído num dos episódios da série televisiva Gossip Girl.
As vendas no Reino Unido garantiram aos Friendly Fires o disco de ouro e no passado mês de Outubro passaram pelo britânico Channel 4, para uma participação no Live From Abbey Road, um programa que será mítico dentro de uns anos, à semelhança do que foi o Unplugged da MTV.
Quanto à sua sonoridade, a música de Friendly Fires é uma lufada de ar fresco sobre a música pop/rock, combinando extraordinariamente bem uma multiplicidade de sons com uma lírica pop suave e descomplexada, que transforma este álbum numa incrível banda sonora, contagiante do princípio ao fim. A produção do álbum conta com a participação de Paul Epworth nos temas Jump in the Pool e Skeleton Boy, que já produziu trabalhos para os Primal Scream, Sam Sparro, Kate Nash e Bloc Party, e talvez seja mesmo a influência dos Bloc Party que sobressai nesta produção para os Friendly Fires.
Os Friendly Fires não querem perder a embalagem que a sua carreira está a ganhar, e já estão a preparar um novo álbum, com edição prevista para Maio de 2010. O próximo álbum ditará se o grupo conseguirá definitivamente ascender ao topo ou se volta a ficar por este meio caminho.
Friendly Fires - Friendly Fires
(Nota: 8/10)
1. Jump in the Pool (*****)
2. In the Hospital (****)
3. Paris (****)
4. White Diamonds (****)
5. Strobe (****)
6. On Board (****)
7. Lovesick (****)
8. Skeleton Boy (****)
9. Photobooth (***)
10. Ex Lover (***)
Publicada porLuy em 11:53 7 comentários
Etiquetas: music review
Retrete
12 de Novembro de 2009
Ou então metia-se tudo o que não presta aqui dentro e depois puxava-se o tó (de tóclismo).
Estação Ferroviária da Casa Branca
Publicada porLuy em 16:24 4 comentários
Lady Gaga - Bad Romance
11 de Novembro de 2009
O tema de apresentação intitula-se Bad Romance e em apenas 1 dia o vídeo foi visto no Youtube por cerca de 1,3 milhões!!!
Em termos artísticos gosto muito dos vídeos da Lady Gaga, mas detesto a edição das imagens, com cenas muito curtas, que me põem a cabeça às voltas. E depois, em vez de me dar para repetir para ver com atenção, prefiro dispensar um novo visionamento.
Bad Romance cheira/soa muito a eurodance… Tenho a impressão que a Lady Gaga se prepara para ir ao Festival Eurovisão da Canção.
Publicada porLuy em 18:26 3 comentários
Os Intocáveis
4 de Novembro de 2009
Agora, o despacho judicial que descreve a rede de corrupção que abrange o mundo da sucata, executivos da alta finança e agentes do Estado, responde-me ao que Silva Pereira fugiu: Que sim. Havia esse ambiente. E diz mais. Diz que continua a haver. A brilhante investigação do Ministério Público e da Polícia Judiciária de Aveiro revela um universo de roubalheira demasiado gritante para ser encoberto por segredos de justiça.
O país tem de saber de tudo porque por cada sucateiro que dá um Mercedes topo de gama a um agente do Estado há 50 famílias desempregadas. É dinheiro público que paga concursos viciados, subornos e sinecuras. Com a lentidão da Justiça e a panóplia de artifícios dilatórios à disposição dos advogados, os silêncios dão aos criminosos tempo. Tempo para que os delitos caiam no esquecimento e a prática de crimes na habituação. Foi para isso que o primeiro-ministro contribuiu quando, questionado sobre a Face Oculta, respondeu: "O Senhor jornalista devia saber que eu não comento processos judiciais em curso (…)". O "Senhor jornalista" provavelmente já sabia, mas se calhar julgava que Sócrates tinha mudado neste mandato. Armando Vara é seu camarada de partido, seu amigo, foi seu colega de governo e seu companheiro de carteira nessa escola de saber que era a Universidade Independente. Licenciaram-se os dois nas ciências lá disponíveis quase na mesma altura. Mas sobretudo, Vara geria (de facto ainda gere) milhões em dinheiros públicos. Por esses, Sócrates tem de responder. Tal como tem de responder pelos valores do património nacional que lhe foram e ainda estão confiados e que à força de milhões de libras esterlinas podem ter sido lesados no Freeport.
Publicada porLuy em 15:34 2 comentários

