A questão é:

«Concorda com a despenalização da interrupção voluntária da gravidez, se realizada, por opção da mulher, nas primeiras 10 semanas, em estabelecimento de saúde legalmente autorizado?»


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O que mais me preocupa com a questão do referendo é a total inexistência do direito paternal.

A gravidez é um processo a dois.


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Ainda não me decidi completamente qual vai ser a minha resposta à questão, dado que não acho que a questão escolhida seja justa para homem/pai presente, pois a questão dá a liberdade total à mulher em relação à gravidez do casal. A ideia que escrevo não anula a voz da mulher na gravidez, enquanto que a questão do referendo, a meu ver, anula a voz do homem.

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É um assunto muito delicado e a resposta à questão deve ser muito bem pensada porque não está em causa apenas a despenilização do aborto até às 10 semanas, mas também o direito de decisão do homem (presente, responsável, empenhado, etc) na gravidez do casal.

Eu sei que o corpo é da mulher, mas o filho é tanto dela como dele.

Talvez esteja a 'filosofar' em demasia, mas não consigo deixar de pensar nisto.

*Xuac*

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Publicada porPJ:  

2 comentários:

Luy disse... 25/01/07, 12:39  

Compreendo as tuas dúvidas e questões, mas acho que a pergunta já é suficientemente complicada para 80% dos portugueses!

Se colocares uma alínea realcionada com a vontade paternal o caos instala-se em 95% da população.

Na Holanda a interrupção da gravidez faz-se até às 20 semanas, ou seja, perto dos 6 meses. E nós ainda andamos a discutir quem nasceu primeiro: a "o ovo ou a galinha".

Eu não vou votar pq nesse fim de semana tenho mais que fazer e não pretendo engravidar inesperadamente para fepois fazer um abordo (como dizem as velhotas e os velhotes aqui da terrinha)...

PJ: disse... 26/01/07, 18:05  

Sim, a questão e efectivamente complicada para a média portuguesa, mas apenas nessa perspectiva o que quer dizer muito o_O

Eu vou, obviamente, votar.

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