Are you ready to confess yourself on a dance floor?

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Hung Up é o single de apresentação de Confessions on a dance floor, o ábum de Madonna para 2005, e já se tornou famoso por usar um sample de “Gimme Gimme Gimme (A Man After Midnight)” dos ABBA. O tema é viciante, a melodia é claramente de diversão e muito bem explorada, e o seu video apresenta uma Madonna enérgica, com vontade de voltar a dar cartas nas pistas de dança, onde tudo surgiu.

Madonna é, ao fim de 20 anos de carreira, uma sobrevivente no cada vez mais fugaz mundo das celebridades da música. Este estatuto reúne-lhe os melhores elogios e os piores ódios e invejas. Para as novas gerações de músicos Madonna passou a ser um exemplo a perseguir, enquanto que os seus contemporâneos que ficam para trás não hesitam em denegrir a sua imagem, como no caso de Elton John, que no ano passado alegou que Madonna fazia “playback” nos concertos, o que não é totalmente verdade.

Todos estes anos não foram fáceis para Madonna. Começando inicialmente numa era de punk/rock, a polémica e o escândalo estalaram com o video Like a Prayer (1989), criticado por católicos, levando a Pepsi a desistir de um contrato milionário com Madonna como imagem da marca, que contudo teve que pagar. Mas a controvérsia continuou com digressão Blond Ambition Tour (1990) e o livro SEX, acompanhado do álbum Erotica (1992). Mas com a maternidade veio finalmente um breve período de acalmia e consagração com o álbum Ray of Light (1998). Em 2003 ela estaria de novo nas atenções pelos piores motivos ao cancelar pela primeira vez na sua carreira a exibição de um video. American Life, um dos seus melhores de sempre, teve um video de segunda categoria a promovê-lo, o que se reflectiu nas vendas. A primeira versão do video, com imagens de guerra e revolta, feria as susceptibilidades americanas pro-guerra e Madonna recebeu as ameaças de morte aos filhos, o que pesou definitivamente nesta rendição.

O ano passado Madonna ironizou o facto de repetirem insistentemente que ela se reinventa constantemente e apresentou ao mundo a Re-Invention Tour. Este ano ela não quis fugir à regra e reinventa-se no álbum Confessions On a Dance Floor.
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Neste álbum podemos descobrir com que genialidade Madonna recria e traz os ambientes dos anos 70 e 80 para este novo milénio. Para além dos ABBA, ela recolhe também um sublime sample de Can you feel it dos Jackson Five para o tema Sorry, que se aguarda como sendo o segundo single. Existe também um sample do clássico I Feel Love de Donna Summer na faixa Future Lovers onde o ambiente é explorado por uma óptima co-produção de Mirwais.

Mas ela chega à ousadia de se plagiar a si própria, com muita ironia e simbologia. Em Hung Up ela usa o verso “Time goes by so slowly for those who wait, And those who run seem to have all the fun”, retirado de Love Song, um tema escrito e cantado em parceria com Prince no álbum Like a Prayer. E, por fim, a sétima faixa de Confessions On a Dance Floor, intitulada Forbidden Love, também já deu título à sétima faixa de Bedtime Stories (1994), embora mais afastadas não pudessem estar estes temas entre si, já que enquanto a primeira trata-se de um tema altamente sensual numa sonoridade R&B, a de “Confessions” pode ser considerada única balada apesar das sempre presentes batidas e possui um tema vagamente nipónico e um refrão típico das baladas dos anos 80, misturando também influencias dos Air.
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Este Confessions On a Dance Floor é produzido maioritariamente por Madonna e Stuart Price, um jovem músico e DJ inglês que tem acompanhado a cantora nas últimas duas digressões, expõe aqui o seu talento. Price testou alguns dos sons deste álbum nas maiores discotecas do mundo durante as suas digressões como DJ, tendo recolhido excelente críticas. Com o seu telemóvel Price tirava fotografias das reacções que o público ia tendo na pista de dança, para enviar no momento a Madonna.

Este é um dos melhores álbuns de Madonna, para escutar do início ao fim, tal como ela deseja. As faixas são contínuas entre si e são explorados vários ambientes e sentimentos dentro do pop/techo/retro. O que mais salta à vista é a unicidade deste álbum. Temeu-se que Madonna fosse fazer um álbum sem conteúdo, sem pensamentos, apenas criado para as pistas de dança. Mas, felizmente, isso não acontece e este Confessions On A Dance Floor é um caso perfeito de harmonia entre mensagem e melodia. Um must-have!

Madonna - Confessions On A Dance Floor [2005]
(Nota: 9,5/10)

01 - Hung Up (*****)
02 - Get Together (****)
03 – Sorry (*****)
04 - Future Lovers (****)
05 - I Love New York (*****)
06 - Let It Will Be (****)
07 - Forbidden Love (*****)
08 – Jump (*****)
09 - How High (*****)
10 – Isaac (*****)
11 – Push (*****)
12 - Like It Or Not (*****)

PJ & Luy - Copyright © 2005

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Publicada porLuy  

4 comentários:

Zoick disse... 11/11/05, 10:45  

Adorei a tua critica, Luy.
E já te disse, anteriormente, qual a minha opinião acerca deste album: o melhor dela até agora.

PJ: disse... 11/11/05, 16:16  

Copyright???? LOL

Ena... :D

vivencias disse... 12/11/05, 12:12  

E viva ao copy do Luy,lol.
Eu acho o album fantástico, já o tenho como é obvio e adoro as sonoridades e a forma como ela encontra para tão bem articular as mesmas.
Madonna é um caso único, a evolução da Diva é constante, a fasqui dos fãs é sempre mais alta, queremos sempre mais e melhor.
mais uma vez cumpriu
Xuac
Do Tio

Sérgio disse... 14/11/05, 12:58  

Gostei mesmo muito desta crítica ;)

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