Twitter in the sky with diamonds

Hoje vou quebrar tabus, hoje vou fazer frente a pressões políticas, hoje vou contra os lóbis tabágicos, hoje vou lutar contra tudo e todos aqueles que altamente me desaconselham a tocar neste ponto fulcral da sociedade moderna neste blogue. E é por isso que vou falar de internet. Pasmem-se! Num blogue! Quero acreditar que o nosso querido espaço sairá ileso e ignorará os preconceitos em volta de um tema tão nerd ou geek.

Esta epopeia toda só para vos dizer que vou falar do Twitter. Prontos!


Talvez inspirado por este tópico de pássaros, decidi reabrir a minha conta do Twitter. Sim, reabrir porque tinha-a fechado no passado. Por duas vezes! Primeira razão: de início o Twitter parece ser algo completamente superficial, vazio e, muito sinceramente, sem interesse. A lógica primordial passa por respondermos, em 140 caracteres, à questão What Are You Doing? Será a nossa vida assim tão interessante para a escrevermos em 140 caracteres de cada vez neste microblogue? Respondi negativamente a esta questão por duas vezes. Mas continuava a ouvir que muita gente, estrelas de cinema e música, políticos e outros estavam a aderir e a revolucionar o próprio Twitter. A campanha de Obama passou por lá. Outros nomes podem ser acrescentados como David Lynch, Demi Moore, Bruno Nogueira, Alberta Marques Fernandes, David Fonseca, etc, etc, etc... [e eu].

OK, então quer dizer que esta gente está toda a ver-se numa espécie de orgia voyerista?! Não, não necessariamente. Na nossa página apenas vemos as mensagens das pessoas que decidimos seguir. Se não as quisermos ler, basta que não as sigamos. Isto não passa da metáfora de um bando (os tais mencionados pássaros) e apenas faz parte do nosso bando quem nós quisermos.

Mas há mais... Há várias formas de enviar mensagens (twitts): via site; via aplicação pc/mac e via aplicação mobile (no telemóvel).


Esta última hipótese foi, logo depois do pontapé de saída da campanha de Obama, a que proporcionou a verdadeira revolução do Twitter. Tudo começou com o incidente do avião nas águas de Nova Iorque (já falado aqui). [Curiosamente este incidente também engloba pássaros!]. A revolução começou quando, antes de qualquer agência noticiosa internacional, a primeira imagem surgiu... no Twitter. Alguém que lá estava tirou a fotografia e enviou um twitt e todos os que o seguiram viram pela primeira vez uma imagem do incidente.


Tudo isto mudou a importância que as agências noticiosas mundiais deram a este fenómeno. Basta ver que todas as grandes agências nacionais e internacionais estão do Twitter, a partilhar informação de forma nunca antes vista pela sua rapidez. Numa recente entrevista, a jornalista Alberta Marques Fernandes contou que um dia quando estava a apresentar um noticiário soube a confirmação de uma notícia pelo Twitter antes de essa informação ser lançada por uma agência de notícias. E é esse grau de partilha de informação que impressiona.

Outra situação caricata e bastante comentada passou-se precisamente com esta jornalista que engloba um desabafo em forma de twitt, uma viagem, um hamburguer e uma caneta. Podem ler em pormenor aqui.


A cereja-em-cima-do-bolo é a quantidade de aplicações que apareceram para o Twitter. Podemos filtrar facilmente o que queremos ler e criar grupos. Por exemplo, grupos de twitts de Amigos, Gadgets, Notícias, Famosos, Música, etc. Tudo bem arrumado por colunas:


A actualização pode ser feita ao minuto (ou menos) e entra-se desta forma num novo mundo de informação. Uma mistura entre o MSN (amigos) e uma fonte de informação actualizada constantemente (notícias, política, cultura, humor, ciência, desporto, negócios, etc). Podemos partilhar facilmente imagens e links minorados (para respeitar sempre os 140 caracteres por mensagem) com acesso à informação completa; por exemplo, através do twitterfeed é enviado um twitt automático sempre que o XuacXuac é actualizado ficando essa informação acessível a todos os que me seguem.

Sendo completamente gratuito e sem publicidade até à data (e tendo negado a venda ao concorrente Facebook por $500 milhões), este pequeno microblog social conseguiu em seis meses passar de #22 para #3 na lista das comunidades sociais mais usadas e continua a ser ainda o que mais cresce em todo o mundo. Será para todos? Certamente que não. Mas é algo que verdadeiramente pode ser aquilo que nós queremos que seja neste mundo cibernáutico, seja isso puro voyerismo, chat de amigos, informação ao minuto ou actualizações dos nossos sites favoritos. Tudo na mesma plataforma.

E com o tópico mais longo da história deste blogue (acho eu), termino com um piu-piu só porque sim. Vemo-nos por lá!(?)

*xuac* e *twitt* :p

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Publicada porPedro José  

5 comentários:

zeh disse... 06/03/09, 10:02  

Por acaso nunca percebi muito bem o fenómeno do twitter... mas talvez valha a pena investigar um pouco mais

Luy disse... 06/03/09, 15:49  

Precisava de pensar reflectir sobre os prós e contras deste Twitter.

Mas, posso adiantar já, sem a devida reflexão, que acho que estes fenómenos comunicacionais não passam de pura ilusão. Eles transmitem às pessoas a ideia de um certo poder e de que elas são muito importantes. E nesse sentido, acho que não tem aspectos positivos. Por outro lado, pode ainda ser utilizado para fornecer informações falsas, por isso é que não devem substituir os órgãos de comunicação social.

Órgãos de comunicação social deverão ser sempre as fontes credenciadas. Agora, se eles fazem um bom ou mau trabalho, é outra coisa.

Pedro José disse... 06/03/09, 17:49  

@zeh,
realmente aconselho essa pesquisa porque esta plataforma é efectivamente aquilo que quisermos fazer dela (menos que nos pinte as paredes do quarto :p)


@Luy,
esse critério de selecção das fontes é da responsabilidade de cada pessoa no Twitter. Em termos de informação, sigo as principais fontes (como a BBC, ou a RTP, ou a Reuters, ou a NASA); a diferença é que está tudo condensado num mesmo sítio e a velocidade com que corre a notícia é mais elevada que nos métodos clássicos (mas a fonte pode ser a mesma).

Em alguns casos específicos (como o do avião nas águas que referi), a informação pode chegar primeiro por outros métodos paralelos e é depois reaproveitada pelas agências de notícias.

Pessoalmente, estou a usar como ferramenta de contacto pessoal e de captação de vários tipos de informação condensada em que num passar-de-olhos, selecciono rapidamente o que (me) interessa sem ter que mudar constantemente de site ou de plataforma.

Uso também como forma de passagem de informação, nomeadamente em relação ao nosso blogue, por exemplo. É um complemento muito eficaz de actualização constante. Quem ler o twitt de actualização do xuacxuac "sabe" que este foi actualizado e qual o tema. Multiplicado isto por dezenas de sites que em média visito diariamente, parece-me uma ferramenta vantajosa para mim.

Quanto ao método de valorização por parte de algumas pessoas através do Twitter (e outros): há efectivamente pessoal que tem por ambição, por exemplo, ter o maior número de 'seguidores' O_o Mas esses podemos sempre ignorar e inclusivé bloquear.

Como disse no início, o critério é aqui pessoal, como em tudo na vida.

Ufff... não posso beber tanto café que não páro de escrever lol

:)

ImpossiblePrince disse... 10/03/09, 19:16  

oi..bom post tb ando a descobrir aos poucos.. Hugs*

Pedro José disse... 10/03/09, 21:35  

Obrigado, vemo-nos por lá também :)

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