How I Met Your Mother

A última vez que arrisquei uma sugestão do mundo das séries televisivas foi em Janeiro de 2008 com a excelente Will & Grace que conseguiu durante inúmeras temporadas manter uma qualidade cómica invulgar para uma série mainstream em pleno horário nobre. Entretanto, após um declínio sentido nas duas últimas temporadas, a série terminou e deixou um vazio dentro das séries de humor do género. Esse vazio, para mim, foi finalmente preenchido por uma nova série: How I Met Your Mother. A série baseia-se na ideia de um pai (Ted) contar em 2030 aos seus dois filhos como conheceu a mãe deles, sendo que a acção decorre no nosso presente. Aqui fica uma introdução rápida:



Ted conta-nos portanto as histórias que viveu até conhecer a mãe dos seus filhos e que passou com os seus amigos (Lily, Marshall, Barney e Robin). Com um sentido de humor apurado, reviravoltas na história, ideias de génio na acção, esta série é viciante (eu que o diga!!!). Desde a Lily e o Marshal que são o casal mais unido de sempre que até enjoam, ela uma professora de infância viciada em compras, ele um advogado que defende só causas nobres como o ambiente;



Passando pelo Barney que é uma espécie de Zé Camarinha loiro e de fato (I'm... [wait for it]... awesome!) que só se preocupa em levar todas as mulheres para a cama e mais alguma (na verdade o actor é homossexual!)



Passando também pela Robin, uma apresentadora de notícias ridículas que gosta de trompetes azuis e é a personagem que sempre se suspeita ser a mulher dos filhos de Ted (não fosse o enigmático chapéu de chuva amarelo!)...



... Ted, um arquitecto que, como muitos de nós, diz a coisa certa no momento errado.



Uma das maiores forças desta série é, até à presente quarta temporada, a sua coerência. Sendo uma série também ela mainstream e de humor, pode ser confundida ao início com outras mais simples e fáceis, mas a verdade é que esta série recorre muitas vezes a novas interpretações da mesma história durante as temporadas. E a coerência só fortalece os laços do espectador pelas personagens dado que elas são-nos dadas de forma inteligente e não são, nenhuma delas, personagens planas. E a história acaba por ganhar contornos mais realistas pela complexidade das versões que se entrelaçam. Isto tudo sem esquecer o jogo do gato e do rato que é o de conhecer a mãe dos filhos de Ted. Para quem não viu desde o início (como eu), recomendo vivamente a visualização desde a primeira temporada dado que só assim é possível entender verdadeiramente estas cinco pessoas (e outras) que não fazem mais nada se não viver (com muito gosto!)


*xuac*

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Publicada porPedro José  

2 comentários:

zeh disse... 17/04/09, 09:34  

Esta série é mesmo fantástica e mesmo muito viciante... :)

João Cavaleiro disse... 17/04/09, 11:46  

Sem dúvida, a melhor série que vi até hoje :)

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