American Music Awards 2009

A estação de televisão norte-americana ABC transmitiu no passado domingo, 22 de Novembro, os American Music Awards, talvez os prémios da música nos EUA mais conservadores e com menos projecção internacional. Este ano o conservadorismo foi além do razoável, ao sagrar como o grande vencedor da noite, nada mais nada menos que o Michael Jackson. Como é óbvio, Michael Jackson não esteve presente em palco para agradecer os prémios e nem filmou um vídeo a agradecer.

É de loucos, mas é verdade. O Michael Jackson venceu na vertente Pop/Rock os prémios de Favorite Male Artist e Favorite Album “Number Ones” e na área do Soul/Rhythm & Blues repetiu-se como Favorite Male Artist e Favorite Album.

Taylor Swift ficou muito contente por ter eliminado o Michael Jackson na corrida ao prémio Artist of The Year, no qual se sagrou vencedora. Imagino o medo que a miúda de 19 anos deve ter sentido ao descobrir que estava a competir com um defunto!

É verdade que estes prémios são votados pelo público, mas o painel de nomeados é escolhido por uma equipa de “entendidos” em música, pressupostamente. E em geral, o público, a massa que vota, é ignorante. Por isso, este tipo de cerimónias de atribuição de prémios é cada vez é menos interessante.

Para evitar que o Michael Jackson volte a ganhar 4 prémios nos American Music Awards no próximo ano, acho que era oportuno que se criassem umas novas categorias só para artistas já falecidos, a de Best Breakthrough Dead Artist e de Less Dead Artist of The Year. Estas novas categorias iriam permitir que a concorrência não fosse tão desleal, visto que inúmeros artistas trabalharam arduamente este ano para ganhar um prémio, enquanto Michael Jackson se limitou a morrer.

Por vezes questiono-me e sinto-me frustrado pela desgraça que assola Portugal a todos os níveis, mas depois observo o que se passa além fronteiras e constato que o problema é transversal!

Os American Music Awards tiveram ainda outros bons momentos televisivos, como o regresso da ex-toxicodependente e vítima de violência doméstica Whitney Houston (muito gosta esta gente dos pobres coitadinhos), que cantou I Didn't Know My Own Strength, do novo disco I Look To You, apresentação transloucada de Lady Gaga com Bad Romance e a queda sobre o seu monumental bum-bum de Jennifer Lopez, durante a apresentação do seu novo tema Louboutins. A actuação menos conservadora de todas foi a de Adam Lambert, vencedor da 8ª edição do concurso American Idol, no passado mês de Maio, que em palco beijou na boca um dos seus músicos.

Adam Lambert

Jennifer Lopez

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Publicada porLuy  

3 comentários:

Pedro José disse... 25/11/09, 22:28  

Ooooohhhh, que corrosivo estamos hoje =D

Luy disse... 27/11/09, 11:58  

É verdade, estou mesmo muito corrosivo ultimamente, mas também é certo que não consigo fazer qualquer estragos.

White_Fox disse... 01/12/09, 11:49  

Se o senhor não tivesse morrido se calhar nem metade dos prémios tinha ganho. Digo eu...

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