Reerguido das Cinzas

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Richard Ashcroft apareceu na cena musical através do projecto The Verve, que se inscreveu na história da música com o álbum Urban Hymns, em 1997, apesar do grupo ter começado a dar os primeiros passos em de 1989!

Quem não se lembra dos grandes sucessos Bitter Sweet Symphony, The Drugs Don't Work ou Lucky Man? Todos eles retirados desse Urban Hymns e que, segundo os críticos e o público em geral, eram as únicas faixas que alicerçavam o álbum.

Para trás na careira dos The Verve já vinham os álbuns A Storm in Heaven (1993) e A Northern Soul (1995), que apenas tinham aquecido a tabela dos singles alternativos do Reino Unido com alguns temas que foram extraídos.

Quando se evidenciaram, a concorrência no mercado em que concorriam os The Verve era feroz, com uma disputa “taco a taco” entre os Oasis e os Blur. As pressões sobre o grupo para que consolidassem essa aparição não se fazia de um modo brando. Em 1999, depois de muita especulação, confirmava-se que o grupo se acabava de definhar. Simon Jones anunciou que seguiria a sua carreira numa nova formação ao lado de John Squire (ex-Stone Roses) e o baterista Pete Salisbury acompanharia Richard Ashcroft numa carreira a solo, enquanto o destino dos outros membros era ainda dado como incerto.
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Logo em 2000 Richard Ashcroft reaparecia com Alone With Everybody, que acabou por ser aguardado com alguma expectativa, mas não causando qualquer euforia, pois apenas se viria a manifestar com o single A Song For the Lovers. Contudo, Richard Ashcroft vinha demonstrar com este trabalho, se é que ainda existiam dúvidas, que ele era a alma dos The Verve. Dois anos depois aparecia o segundo álbum a solo - Human Conditions (2003) - do qual Check the Meaning foi praticamente a única canção que se fez ouvir nas rádios.

Em Fevereiro deste ano, Richard Ashcroft regressou com um novo disco intitulado Keys to the World. Pelo que ouvi, parece-me que ele descobriu novas chaves para conquistar os ouvidos de quem ainda está disposto a dar-lhe uma nova oportunidade. As letras do álbum está muito bem trabalhadas e contém novas sonoridades, apesar de ainda restarem algumas raízes dos The Verve, que definitivamente dão um colorido aos temas, fazendo-os ressoar dentro dos nossos ouvidos.

Os singles de apresentação, Break The Night With Colour e Music Is Power, foram extremamente bem escolhidos, mas o álbum tem potencialidades para editar outros, como por exemplo o tema que dá título ao álbum ou ainda World Keeps Turning.
Richard Ashcroft - Keys to the World [2006]
(Nota: 7/10)

1. Why Not Nothing? (***)
2. Music Is Power (****)
3. Break The Night With Colour (****)
4. Words Just Get In The Way (****)
5. Keys To The World (****)
6. Sweet Brother Malcolm (***)
7. Cry Til The Morning (***)
8. Why Do Lovers? (***)
9. Simple Song (**)
10. World Keeps Turning (****)
11. 75 Degrees(bonus track) (***)

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Publicada porLuy  

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