Rihanna - Rated R


Rihanna (Robyn Rihanna Fenty), nascida em Barbados, começou a dar nas vistas um pouco por todo o mundo em 2006 com o lançamento do seu segundo álbum, A Girl Like Me. Com apenas 18 anos na altura, os singles SOS e Unfaithful projectaram-na para um mundo de temperos pop, reggae e r'n'b.

Mas foi com o seu terceiro projecto, Good Girl Gone Bad [2007], que ela se tornou num fenómeno mundial e Umbrella e Don't Stop The Music se tornaram os maiores sucessos desse ano e elevaram a carreira de Rihanna ao nível que ela tanto desejou quando se mudou para os Estados Unidos aos 16 anos de idade.


Embora gostasse de algumas das suas canções, confesso nunca lhe ter dado valor como artista. Aliás, ainda hoje não sei se lhe dou todo o mérito devido. Parece-me uma artista de estúdio, o que não é necessariamente mau, apenas incompleto. No entanto, o que faz tem tido sempre apontamentos de qualidade, basta escutar por exemplo a faixa-título do seu álbum: Good Girl Gone Bad.

Deu-se então uma das maiores reviravoltas na carreira de uma jovem artista. Num mundo de blogues de vedetas e paparazzis, Rihanna foi brutalmente agredida pelo namorado Chris Brown em Fevereiro deste ano. E o mundo assistiu à exploração mais fria do tema. Com a fotografia (da polícia) de uma Rihanna desfigurada e inchada ampla e gratuitamente divulgada. E aí Rihanna fez algo que não esperei. Desapareceu. Seguiram-se semanas até ela surgir em público novamente. Após alguns meses de lutas pessoais e idas a julgamento do ex-namorado que se deu por culpado, apanhou 5 anos de prisão de pena suspensa e está proibido de se aproximar de Rihanna, surge este álbum, Rated R [hoje à venda]. E é basicamente o resultado de uma introspecção e uma partilha de emoções e experiências necessariamente obscuras e longe dos temas de dança que ela nos habituou nos últimos anos. Russian Roulette, o primeiro single, é disso exemplo.


A faixa de abertura apresenta-nos o estado de espírito de todo o álbum, sem renunciar o seu trabalho anterior de ritmos ásperos, Rihanna entra numa viagem de exploração e confronto dos seus medos mais obscuros (Stupid In Love) e na busca da libertação dos mesmos, concretizada (?) com The Last Song. Nunca se aproximando sequer dos seus temas mais pop dançáveis, Rihanna arrisca assim um álbum mais difícil que o seu mega-sucesso Good Girl Gone Bad, mas, acima de tudo, mostra-nos uma evolução que nem todas os artistas da sua estatura decidem expor. E a coerência que o projecto apresenta só a pode valorizar como tal. Com maior incidência nas guitarras (Fire Bomb), sente-se a necessidade de explorar novos terrenos para além dos já testados e onde foram colhidos os maiores sucessos. Se de início estive quase a eliminá-lo da minha biblioteca de música após primeira audição (talvez influenciado por algumas críticas negativas, ou simplesmente por uma opinião pré-formada), a verdade é que este álbum cresceu imenso depois de várias audições mais cuidadosas. A reter.

Rihanna - Rated R [2009]
(nota: 8/10)

Mad House - ****
Wait Your Turn - ****
Hard - ****
Stupid In Love - *****
Rockstar 101 - *****
Russian Roulette - ****
Fire Bomb - *****
Rude Boy - ***
Photographs - ****
G4L - ***
Te Amo - *****
Cold Case Love - ****
The Last Song - *****

*xuac*

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Publicada porPedro José  

8 comentários:

Luy disse... 23/11/09, 14:28  

Ainda não ouvi este novo álbum, mas gostei imenso dos primeiros dois.

Acho que Rihanna tem conseguido manter-se num nível bastante elevado, inovando a cada álbum. No último fiquei viciado nos temas:
-Umbrella (é verdade depois começou a farta tanta Umbrella-ella-ella-ella-ella-ella-ella)
-Good Girl Gone Bad
-Don't Stop The Music
-Rehab
-Hate That I Love You
-Disturbia (incluído na edição especial do CD)

Pedro José disse... 23/11/09, 15:10  

Umbrella, pese embora a excessiva rotação da música, é uma pérola pop =D

Good Girls Gone Bad deve ser a mais adulta desse álbum, gosto bastante.

Este apanhou-me desprevenido pela evolução e pelo modo como abordou o tema da violência. Ao contrário de outras (Britney ['rehab'], por exemplo) não se encurralou em músicas "party-time" e enfrentou um assunto pesado, nas suas várias camadas e forças e fragilidades, neste álbum.

É dos meus favoritos deste ano.

=)

Pedro José disse... 23/11/09, 15:11  

Ah, e, à medida que tenho estado a escutá-lo, estou muito tentando em dar-lhe mais 0,5 =p

Luy disse... 23/11/09, 18:03  

Temos fazer uma lei a abolir o uso de meios pontos (0,5).
Não te chega uma escala de 1 a 10!!! :p

Eu classifico assim:

1 - Péssimo
2 - Muito mau
3 - Mau
4 - Fraquinho
5 - Razoável
6 - Bom
7 - Muito bom
8 - Extraordinário
9 - Excelente
10 - Obra Prima

Pedro José disse... 23/11/09, 18:17  

Combinado *shake hands*

=p

Portanto, por agora Rated R é Extraordinário mas não Excelente! LOL

=p

Luy disse... 23/11/09, 22:38  

Exacto :p
É simples, não é?

Anónimo disse... 30/11/09, 22:21  

Rihanna é uma cantora que sempre me surpreende e este novo album dela não é excepção...
A meu ver, surge mais madura, mais decidida e acima de tudo mostra o que dalguma forma sentiu e sente..

Acho também que pode ser um risco, pois as pessoas que estavam habituadas a Umbrella, Disturbia, veem uma Rihanna com musicas totalmente diferentes, porém a meu ver uma boa aposta...


Se podesse avaliar dava-lhe 9, pois acho as musicas perfeitas, e esta cantora surpreende-me a cada dia que passa..

Felicidades Rihanna

Luy disse... 16/12/09, 14:53  

Estou de volta a este tópico.
Tenho andado a ouvir este álbum e não estou a ficar surpreendido!
Voltarei a dar notícias sobre o assunto :p

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