This Girl Is a Monster

Lady Gaga foi sem dúvida a maior revelação da música pop de 2009. O seu álbum de estreia, intitulado The Fame, cujas primeiras impressões expressas aqui, classificou-se entre os mais vendidos do ano passado e Lady Gaga não quis perder a embalagem que levava, e antes de encerrar o ano ainda teve oportunidade de lançar um mini-álbum com 8 temas, que também integrou uma edição especial com The Fame, a que deu o nome de The Fame Monster.

Este mini-álbum Monster é um verdadeiro monstro a apoderar-se dos nossos frágeis ouvidos. Desta vez Lady Gaga produziu uma espécie de best of, visto que todo álbum poderia ser desmultiplicado em singles de sucesso. Trata-se de um álbum viciante do princípio ao fim, com vontade de colocar em “repeat, over and over”. No entanto, é oportuno esclarecer que se trata de um álbum de puro electro/pop/dance, em que as letras são implacáveis e os beats martelam os ouvidos com doçura que, à semelhança do que nos acontece com os doces, chega a um ponto em que vamos enjoar.

Bad Romance foi o primeiro tema a ser apresentado, que num instante monopolizou rádios e tv, e para o segundo foi escolhido Telephone, que conta com a participação de Beyoncé, formando-se aqui um receita explosiva. Quanto a mim, Monster é o melhor tema do álbum, apesar de que qualquer um deles tem potencial para numa única auscultação conquistar qualquer fã desta vertente pop.

É notório que Lady Gaga fez uma boa pesquisa para a criação destes 8 temas, recolhendo as melhores influências do pop/dance dos anos 90. O tema Alejandro é uma cópia descarada do ritmo e estrutura musical criada pelos suecos Ace of Base.

As letras foram escritas por Lady Gaga entre 2008 e 2009, no período em que promovia o álbum The Fame pelo mundo. Para a produção do disco pensou em grande, reunido uma paleta de produtores que contribuíram para temas de êxito de artistas como os Fatboy Slim, Enrique Iglesias, Ricky Martin, Beck, Britney Spears, Sugababes ou Jennifer Lopez.

Lady Gaga explicou que o conceito deste álbum partiu da sua obsessão por filmes com monstros e também da sua obsessão pela decadência das celebridades e do modo como a fama é um monstro na sociedade. Revelou ainda que os álbuns The Fame e The Fame Monster funcionam como opostos, em que um simboliza o Yin e o outro o Yang.

Entretanto, Lady Gaga já se preparou para a sua primeira grande digressão mundial a solo, que no início seria em conjunto com Kanye West, que se viu obrigado a abandonar o projecto, após a polémica que criou nos MTV American Music Awards, quando subiu ao palco para tirar o microfone das mãos de Taylor Swift e dizer que era Beyoncé que devia levar para casa o prémio de melhor vídeo feminino. Kanye West terminou por ser vítima da sua intempestividade e também do monstro da fama.

Talento e um excesso de extravagância é algo que não falta a Lady Gaga, que possui uma voz incrível e um dote especial para sair à rua nas roupas mais estrambólicas, que têm demonstrado ingredientes infalíveis na sua ascensão à fama. A própria Lady Gaga já afirmou que os lucros da sua carreira não chegam para os dispêndios que faz no seu guarda-roupa. Eu tenho algumas dúvidas que não sobre alguma coisita. Contudo, é de salientar que a história que se vende é a de que a Lady Gaga é uma das últimas e raras “self made artist” dos tempos que correm, em competição no mundo das música com artistas que se consagraram através de mega-produtoras ou programas de televisão de caça talentos.

Lady Gaga - The Fame Monster [2009]
(Nota: 8/10)


1. Bad Romance (****)
2. Alejandro (****)
3. Monster (*****)
4. Speechless (****)
5. Dance in the Dark (*****)
6. Telephone (feat. Beyoncé) (****)
7. So Happy I Could Die (*****)
8. Teeth (***)

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Publicada porLuy  

5 comentários:

Pedro José disse... 16/01/10, 12:01  

Não me convenceu nada =/

Não que seja um mau álbum 'per se', mas possui uma produção repescada e repetitiva e, embora haja melodia, é demasiado óbvia a colagem aos seus temas anteriores.

Mas ainda escuto de vez em quando a Telephone e Teeth... e antes ela que a Susan Boyle, o maior sucesso comercial do ano O_o

Parece-me uma Róisín com mais orçamento e menos carisma =p

Luy disse... 18/01/10, 11:28  

Ao contrário, eu até acho que ela até faz coisas diferentes. As canções são muio comerciais, mas vejo semelhanças ao ponto de confundir os temas, como acontece com outros artistas. Por exemplo, tentei ouvir o novo álbum dos Bon Jovi, porque estava a ter um relativo sucesso, mas as canções parecem-me todas iguais!

Pedro José disse... 18/01/10, 15:50  

Não entendi a tua lógica =/

Luy disse... 18/01/10, 16:31  

Não entendeste a minha lógica porque me faltou uma palavra :p

Aqui está a correcção:

Ao contrário, eu até acho que ela até faz coisas diferentes. As canções são muio comerciais, mas NÃO vejo semelhanças ao ponto de confundir os temas, como acontece com outros artistas. Por exemplo, tentei ouvir o novo álbum dos Bon Jovi, porque estava a ter um relativo sucesso, mas as canções parecem-me todas iguais!

Pedro José disse... 18/01/10, 17:32  

Now that's better! xD

Bem, ainda não cheguei ao ponto senil de confundir temas (acho!), mas refiro-me aos 'truques' que a dita cuja usou nos dois álbuns, são muito próximos, alguns praticamente iguais (Bad Romance então é um 'baralha-e-volta-a-dar' de Poker Face + Just Dance)...

Já Teeth acho que é uma boa nova direcção (mesmo que não para single). E se mudarmos "teeth" por "tits" ainda mais sentido faz =D

=)

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